Reforma Tributária19/09/2026

Fim do regime de caixa no Simples: faturar antes de receber muda o planejamento financeiro

A nova regulamentação vincula a receita mensal ao faturamento da operação, exigindo mais atenção ao prazo entre emissão, recebimento e pagamento de tributos.

Leitura consultiva Informa

O que observamos?

A regulamentação do Simples deixa de permitir o regime de caixa na apuração mensal e passa a considerar a receita pelo faturamento.

Por que isso importa?

Empresas com recebimento longo ou inadimplência podem ter maior distância entre o reconhecimento da receita e a entrada do dinheiro.

Qual é o próximo passo?

Rever contratos, prazos de cobrança, política de entrada, inadimplência e projeção semanal de caixa.

Uma mudança na apuração do Simples pode afetar diretamente o caixa das empresas. Com a nova regulamentação, deixa de existir a opção pelo regime de caixa para a base mensal, e a receita passa a ser reconhecida, em regra, no faturamento formalizado pelo documento fiscal.

Por que isso merece atenção

Quando a empresa emite a nota e recebe semanas ou meses depois, o momento tributário pode chegar antes do dinheiro. O efeito é mais sensível em negócios com parcelamento, contratos longos, inadimplência elevada ou concentração de recebimentos.

A mudança pede uma conversa integrada entre comercial, financeiro e contabilidade. Prazo de pagamento, entrada, política de cobrança e data de faturamento precisam ser avaliados juntos.

Decisão recomendada

Projete o intervalo médio entre faturamento e recebimento, identifique os meses de maior pressão e ajuste a reserva de caixa. Também é o momento de revisar contratos e reduzir exceções comerciais que não estejam refletidas no planejamento financeiro.

Fonte oficial: orientação da Receita Federal publicada em 14 de agosto de 2026 sobre as alterações na apuração do Simples Nacional.