Contabilidade para médicos em Belo Horizonte

A contabilidade para médicos em Belo Horizonte abre o CNPJ certo para plantões e consultório, escolhe o regime pela folha e pela margem e mantém notas, ISS, DMED e impostos em dia.

Consulta em consultório médico, com a médica à mesa

Quem é médico costuma receber de vários lugares ao mesmo tempo: plantões em hospitais, consultas no consultório, convênios e, às vezes, aulas. Cada fonte pode ser tributada de um jeito, e o CNPJ montado sem olhar para isso cobra a conta. A Informa Contábil começa pela forma como você trabalha e só então indica o tipo de empresa e o regime.

O que a Informa Contábil assume no CNPJ do médico

  • Abertura da empresa médica e registro dela no CRM-MG.
  • Regime escolhido pelos números: Simples Nacional ou lucro presumido.
  • Notas fiscais de plantões e consultas conferidas antes da apuração.
  • Impostos, ISS de Belo Horizonte e DMED no prazo.
  • Pró-labore e distribuição de lucros calculados com o contador.
  • Folha, repasses aos médicos e balanço da clínica médica.

Como funciona a contabilidade para médicos?

Ela cuida da empresa que recebe os seus honorários: define a sociedade e o regime, confere as notas, calcula os impostos do mês e separa o que fica na empresa do que vai para você como pró-labore ou lucro. Mudam as regras da medicina:

  • CRM-MG: a empresa médica se registra no conselho, com o médico responsável anotado (Lei 6.839/1980, art. 1º).
  • Fator R: no Simples Nacional, a medicina muda de anexo conforme o peso da folha.
  • ISS: a sociedade de médicos pode pagar um valor fixo por profissional em Belo Horizonte.
  • DMED: a empresa declara todo ano à Receita Federal os pagamentos recebidos.

Médico PJ, CLT ou autônomo: o que muda?

Muda quem recolhe o imposto: na CLT, o desconto sai na folha do hospital; como autônomo, você paga o carnê-leão pela tabela progressiva, que chega a 27,5% (tabelas da Receita Federal); com CNPJ, o imposto é da empresa e segue o regime dela. Dá para combinar as três formas, com cada pagamento no nome certo.

Médico autônomo: como funcionam o livro-caixa e o carnê-leão?

O autônomo lança no livro-caixa o que recebe e o que gasta para trabalhar, como o aluguel da sala e o salário de um funcionário registrado, e paga o carnê-leão sobre a diferença (Lei 8.134/1990, art. 6º). Desde 2025, ele também emite o recibo de cada pagamento pelo aplicativo Receita Saúde, sob multa de R$ 100 a cada mês sem emissão (manual da Receita).

Qual regime tributário compensa para o médico?

Depende da folha e da margem: no Simples Nacional, a medicina fica no Anexo III quando a folha dos últimos 12 meses chega a 28% da receita e vai para o Anexo V abaixo disso (Lei Complementar 123/2006, art. 18, §§ 5º-B e 5º-M); no lucro presumido, consultas e procedimentos comuns têm presunção de 32% para o IRPJ e a CSLL (Lei 9.249/1995, arts. 15 e 20).

A calculadora do Fator R estima o seu anexo e mostra o que entra na folha.

Equiparação hospitalar: quando a presunção cai para 8%?

Quando a empresa presta serviços hospitalares ou de auxílio diagnóstico e terapia, é sociedade empresária e cumpre as normas da Anvisa: a presunção fica em 8% para o IRPJ e 12% para a CSLL (Lei 9.249/1995, art. 15, § 1º, III, alínea a, e art. 20). Por exigir sociedade empresária, ela não convive com o ISS fixo, que pede sociedade simples.

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Que tipo de empresa o médico pode abrir?

Uma sociedade limitada unipessoal (SLU), para quem abre sozinho; uma limitada com outros sócios; ou uma sociedade simples entre médicos, a forma que dá acesso ao ISS fixo. O MEI não serve: a medicina não está nas ocupações do Anexo XI da Resolução CGSN 140/2018. A sociedade empresária é registrada na Junta Comercial de Minas Gerais; a simples, no cartório de pessoas jurídicas (Código Civil, art. 1.150).

Como abrir o CNPJ médico em Belo Horizonte?

Pela consulta de viabilidade e, depois, pelo registro, pelo CNPJ e pelas licenças; o caminho geral está em abertura de empresa.

  1. Consulta de viabilidade: a Junta confere o nome e a prefeitura confere o endereço; é gratuita e vale 6 meses.
  2. Registro na Junta ou no cartório, com o contrato social.
  3. CNPJ e inscrição municipal, para emitir as notas.
  4. Alvará de Localização e Funcionamento: o ALF Imediato é 95% dos alvarás de Belo Horizonte, segundo a prefeitura.
  5. Alvará de Autorização Sanitária, quando a consulta pede, para quem atende pacientes no local.
  6. Registro da empresa no CRM-MG e, quando for o caso, cadastro no CNES.

Que documentos preciso para abrir a empresa?

Documento de identidade, CPF, comprovante de residência e carteira do CRM de cada sócio, o endereço onde a empresa vai funcionar e a divisão das cotas; com eles, a Informa redige o contrato social.

Posso abrir a empresa no endereço de casa ou num consultório alugado?

Pode, se a consulta de viabilidade admitir a atividade naquele endereço; quando ela sai negada ou sujeita a análise, um técnico da prefeitura revisa o pedido. No consultório alugado, faça a consulta antes de assinar a locação; em casa, o que pesa é haver atendimento de pacientes, que traz a licença sanitária.

E quando os médicos montam uma clínica?

Aí a contabilidade passa a cuidar de uma empresa com sócios, equipe e convênios, e não só do CNPJ de um médico; como a Informa separa repasses, glosas, folha e a parte de cada sócio está na página de contabilidade para clínicas. Contas a pagar e fluxo de caixa podem ficar com a Sr. Organize, do Grupo Informa.

Quanto de ISS o médico paga em Belo Horizonte?

Fora do Simples, 3% sobre os serviços de medicina (Lei municipal 8.725/2003, art. 14); a sociedade simples só de médicos que atendem por ela pode pagar um valor fixo por profissional (art. 13), sem sócio pessoa jurídica, sem outra atividade e sem terceirizar o atendimento. A nota traz nome, CPF e CRM de quem atendeu, e o imposto não passa de 5% da receita do mês. No Simples, o ISS vem no DAS.

ISS fixo mensal da sociedade de profissionais em Belo Horizonte, 2026
Profissional da sociedadeValor por mês
Do 1º ao 5ºR$ 278,80 cada
Do 6º ao 10ºR$ 418,21 cada
Do 11º ao 20ºR$ 557,62 cada
A partir do 21ºR$ 697,03 cada

Fonte: Prefeitura de Belo Horizonte, atualizado em 30/12/2025; Lei municipal 8.725/2003, art. 13, § 3º.

Como o médico paga menos imposto dentro da lei?

Com o regime revisto pelos números e a retirada dividida entre pró-labore e lucros; cada escolha mexe em outro imposto, e a consultoria tributária compara tudo antes de mudar.

  • Pró-labore: maior, pode levar ao Anexo III, mas paga INSS e imposto de renda.
  • Lucros: acima de R$ 50 mil no mês, da mesma empresa para a mesma pessoa, têm retenção de 10% desde 2026 (Lei 15.270/2025).
  • Equiparação hospitalar, quando a clínica cumpre os requisitos.

O que muda para o médico com a Reforma Tributária?

Clínica médica e atendimento médico de especialidades estão entre os serviços de saúde com redução de 60% do IBS e da CBS (Lei Complementar 214/2025, art. 130 e Anexo III); a medicina fica fora da redução de 30% do art. 127. O calendário está na consultoria em Reforma Tributária, e o efeito na saúde, em profissionais da saúde.

Como é calculado o valor da contabilidade para médicos?

Pelo que o seu CNPJ movimenta: médicos e funcionários, notas de plantão e de consulta, regime e serviços extras, como abrir a empresa. A Informa manda uma proposta por escrito com cada serviço e o seu valor.

Como escolher a contabilidade para médicos?

Peça o registro no CRC, pergunte como o escritório trata plantões, convênios, DMED e o CRM-MG e queira a proposta por escrito; a Informa responde cada ponto na primeira conversa, no escritório do Prado ou por vídeo. Se já tem contador, veja como trocar de contador.

Como a Informa Contábil acompanha empresas como a sua?

De perto: visitamos as empresas que atendemos e recebemos cada uma no escritório para ver a operação e colocar os números em contexto. Este caso foi contado com a autorização da empresa.

Todos os clientes e casos

Charles Mazzoni de Almeida, contador, responsável técnico da Informa Contábil

Quem cuida da contabilidade do seu CNPJ médico?

Charles Mazzoni de Almeida, contador, CRC-MG 078402/O, responsável técnico da Informa Contábil

Cada consultório e cada clínica atendida tem a assinatura dele como responsável técnico; a equipe fiscal confere notas e ISS, e o departamento pessoal fecha a folha e o pró-labore.

Perguntas frequentes

Médico pode ser MEI?

Não. A medicina não está nas ocupações permitidas ao MEI, listadas no Anexo XI da Resolução CGSN 140/2018, e o MEI é empresário individual, sem sócios. O caminho é uma SLU, uma limitada ou uma sociedade simples, no Simples Nacional ou no lucro presumido.

O médico precisa de contador para emitir a nota do plantão?

Não para emitir: a NFS-e pode ser feita pelo próprio médico ou pela secretária. O contador deixa o cadastro certo, com o código de medicina e as retenções de cada hospital, e confere as notas antes da apuração, porque um código errado muda o imposto.

Quem entrega a DMED?

A empresa que presta serviço de saúde, a pessoa física equiparada a empresa e a operadora de plano de saúde, segundo a Receita Federal. O médico que atende só como pessoa física não entrega, mas emite o Receita Saúde. A entrega é anual, com multa por atraso.

Posso misturar livro-caixa e lucro presumido na mesma empresa?

Na mesma empresa, não: o livro-caixa é do médico como pessoa física, e a empresa segue um regime só, que no lucro presumido vale para o ano inteiro (Lei 9.718/1998, art. 13, § 1º). O que se combina são as fontes de renda: o atendimento particular como autônomo, no livro-caixa, e o que a empresa fatura no regime dela.

Dou aulas além de atender: a mesma empresa pode faturar as duas atividades?

Sim, desde que o ensino esteja no contrato social e no CNPJ com um código próprio, como o 8599-6/99 (outras atividades de ensino), conferido na busca da CNAE no IBGE. No Simples Nacional, a receita das aulas e a dos atendimentos são apuradas separadas, cada uma no anexo da sua atividade (Lei Complementar 123/2006, art. 18, § 4º). No lucro presumido, cada atividade usa o seu percentual (Lei 9.249/1995, art. 15, § 2º).

Vamos olhar como você trabalha hoje?

Mande pelo WhatsApp se você atende em plantões, em consultório ou numa clínica com sócios: a conversa começa pelo regime e pelo ISS do seu caso.

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